Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Foz côa

Fundação

A fundação da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Foz Coa deve andar a par da criação do Concelho. No seculo XIII, ao lado da Igreja Matriz, foi construído um “hospício” ou “Hospital” que terá ficado a cargo de uma Irmandade do Espírito Santo (por influência da Rainha Santa Isabel), a cuja existência não é alheia a imagem da Santíssima Trindade que esta no altar-mor da Matriz. Este “Hospital”, alem de prestar assistência a população residente, também acolhia os peregrinos que se dirigiam a Compostela (Galiza - Espanha). Há um mapa na União das Misericórdias Portuguesas que assinala este “Hospital” nessa época.

Criação da Santa Casa da Misericórdia

A Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Foz Coa surge, como tal, na segunda metade do Seculo XVI, se não mesmo na primeira, se temos em conta que a Misericórdia de Almendra foi criada em 1517, na sequência da “carta regia” que o Rei D. Manuel I enviou a todos os Concelhos de então. Em Vila Nova de Foz Coa a Santa Casa resultou da absorção da provável Irmandade ou Confraria do Espírito Santo. 0 movimento da criação das Misericórdias foi uma autêntica revolução social para a época, uma vez que todas as Irmandades ou Confrarias com fins caritativos foram integradas na nova Instituição Beneficente.

Ainda hoje se fala da “Rua do Hospital”

A Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Foz Coa distinguia-se, entre os habitantes locais, pela sua afeição ao seu Hospital, a tal ponto que a Instituição era, entre eles, mais conhecida por Hospital do que por Misericórdia. Nos testamentos e doações fazia-se mais referenda ao “Hospital” do que ao nome correcto da Instituição: Santa Casa da Misericórdia ou só Misericórdia. Ainda hoje existe e é conhecida como tal a “Rua do Hospital” (que oficialmente 6 a Rua Dr. Júlio de Moura).

Noticias da antiguidade da Irmandade da Misericórdia

Há notícia da existência da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Foz Coa em 1708, na obra “Corografia Portuguesa” do Pe. António Carvalho da Costa, Tomo II, capítulo IX; em 1794, na “Historia Eclesiástica da Cidade e Bispado de Lamego”, de D. Joaquim de Azevedo, 1877, pág. 193, e já ai se dizia que “o Hospital” era já então considerado “um vestígio de antiguidade”; porem, em 1882, na obra “Portugal Antigo e Moderno”, de Pinho Leal, relata a visita a Foz Coa do historiador Abade de Miragaia, em 1881, refere que aqui existia “uma antiquíssima irmandade da Misericórdia - corporação extinta há muitos anos - e da qual não restam documentos alguns”.

Um hospital de campanha na “Casa dos Caldeiras”

Entre 1779 e 1882 funcionou um “hospital de campanha” em Vila Nova de Foz Coa, na “Casa dos Caldeiras”, custeado pelo empreiteiro da Linha do Douro.

A restauração da Misericórdia em 1916

Chegados a 1916 Vila Nova de Foz Coa não tinha Hospital. Era uma lacuna social que muito fazia sofrer os moradores. Começa-se a falar da necessidade de criar um novo “Hospital”, e, para tanto, restaurar a Misericórdia antiga. Teve de se partir do zero absoluto. Organizaram-se uns Estatutos, com a colaboração de Monsenhor Almeida Silvano, e a pedido do Con. José Marrana. Os Estatutos foram aprovados em 20 de dezembro de 1916. Nestes Estatutos se dizia que o seu primeiro objectivo era “fundar, dirigir e administrar um Hospital denominado de Vila Nova de Foz Coa, sob a invocação de Nossa Senhora da Veiga”. A aprovação canónica, do Bispo de Lamego, e de 29 de novembro de 1917 e a aprovação estatal e de 10 de março de 1917.

O Hospital e inaugurado em 1930

O novo Hospital levou mais de uma dezena de anos a construir. A Camara deu o terreno e o projecto e a população custeou todo o mais. Foi inaugurado pelo Primeiro Ministro de então, em 30 de março de 1930.

Estatutos novos em 1958

A Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Foz Coa ter novos Estatutos de 17 de outubro de 1958, aprovados por despacho de 14 de fevereiro de 1959.

A necessidade de um Lar para Idosos

A construção de um lar para pessoas idosas foi uma deliberação tomada na Assembleia Geral de 27 de setembro de 1975, um mês e meio antes da publicação do Decreto-Lei n° 618/75, de 11 de novembro, que nacionalizou os hospitais das Misericórdias.

O Hospital da Misericórdia e nacionalizado

Com o “25 de Abril” e em consequência de alteração política do País, o Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Foz Coa e “oficializado” ou “nacionalizado”. A alteração verificou-se, de facto, em 13 de agosto de 1976.

A necessidade gritante de um apoio nos domicílios dos idosos

Como a necessidade aguda o engenho, enquanto se trabalhava na construção de um “lar” de raiz, a Santa Casa iniciou uma actividade directa nos lares dos idosos da sede do Concelho que veio a ser conhecida como “Apoio Domiciliário”. Foi uma experiência piloto que depois foi oficializada a nível nacional.

Abertas as propostas para a 1ª fase da construção do Lar

As propostas do concurso para a 1ª fase do Lar foram abertas em 8 de outubro de 1981, tendo sido feita a adjudicação a firma local “Santos & Fernandes, Lda.”.

O Apoio Domiciliário começou a oficializar-se

O Apoio Domiciliário a Idosos foi fruto da necessidade de se apoiarem idosos abandonados ou isolados na sede do Concelho, a partir do encerramento do Hospital para obras de remodelação. Numa reunião da Mesa Administrativa, em 14 de janeiro de 1982, o Provedor dava conta de se estarem a assistir em suas casas 4 idosos, cujas colaboradoras eram compensadas com o pagamento de algum do seu tempo, a 80$00 por hora. Mais informou o Provedor que ia solicitar ajuda dos serviços da Segurança Social.

Visita da Sr.a Dr.a Leonor Beleza a Vila Nova de Foz Coa

Tendo tornado conhecimento do que se estava a fazer em Vila Nova de Foz Coa em favor dos idosos isolados, a Sr.a Dr.a Leonor Beleza, então Secretaria de Estado da Segurança Social, deslocou-se, em 1984, numa visita de trabalho e visitou os domicílios onde o trabalho de Apoio Domiciliário estava a decorrer. Fez depois, na Camara Municipal, declarações de muito apego e prometeu ajudas, que bem cumpriu, e manifestou a intenção de, a nível ministerial serem tomadas as medidas convenientes, e dar a conhecer, no Pais e fora dele, esta modalidade de assistência que considera muito importante.

A Mesa poe a concurso a 2.a fase de construção do Lar

Em 23 de Fevereiro de 1984 a Mesa decidiu por a 2.a fase a concurso, esta veio a ser adjudicada em 18 de junho de 1984 a firma “Joaquim Brito de Carvalho & Ca, Lda.”.

A Misericórdia contrata para o Lar uma Irma da Consolata

Tendo em vista a próxima entrada em funcionamento do Lar e Centro de Dia. A Mesa Administrativa contratou com o Instituto da Consolata a colaboração de uma religiosa enfermeira, que no caso veio a ser a Irma Federica (Constantina) Rossi, italiana de nascimento e que já tinha uma história pessoal e profissional digna de muito apego, para ser a Coordenadora destas duas valências.

2.a Visita da Sr.a Dr.a Leonor Beleza a Vila Nova de Foz Coa

Em 1985 a Sr.a Dr.a Leonor Beleza visitou Vila Nova de Foz Coa na qualidade de Ministra da Saúde, tendo em vista apreciar o andamento das obras de remodelação do Hospital. Foi recebida no Lar, então apenas com o Centro de Dia a funcionar, e concedendo um subsídio de 5.000 contos para as obras em curso.

Nota-se a falta de uma Creche

A necessidade de uma Creche, para crianças dos 3 meses aos 3 anos, fazia-se sentir em 1985, de forma aguda, em Vila Nova de Foz Coa. Como o Centro Social Paroquial não se mostrou interessado em alargar a sua assistência as crianças, a Mesa Administrativa da SCM foi pensando na hipótese de se abalançar a mais esta iniciativa.

Bênção do Centro de Dia de V. N. de Foz Coa

O Centro de Dia (aproveitando a parte já construída) foi benzido pelo Rev.0 Pároco, Con. José da Silva, em 8 de dezembro de 1985 e começou a funcionar em 16 do mesmo mês, com 29 utentes. Em 20 de Dezembro de 1985 fez-se a primeira Festa de Natal nas instalações ainda incompletas.

O Lar abriu as portas em 15 de dezembro de 1986

O Lar abriu as suas portas em 15 de dezembro de 1986. As obras custaram 82 mil contos, tendo o Estado concedido 56 mil e a Misericórdia pago os restantes 26 mil.

D. Emília Marrana oferece um donativo e alfaias religiosas

Para a capela do Lar, cuja bancada e primeiras alfaias foram oferecidas pela Sr.a D. Emilia Marrana, em 8 de Dezembro de 1986 veio (regressada) a imagem de Nossa Senhora da Veiga que tinha ido para Mozambique e estivera numa capelinha erguida a beira do rio Rovuma. A veneranda Imagem de N.a Sr.a da Veiga foi recuperada e em 8 de Dezembro de 1986 o Sr. Arcebispo-Bispo de Lamego, D. António Xavier Monteiro, presidiu a uma procissão que trazia a referida Imagem para a capela do Lar, entretanto benzida, tendo-se seguido uma Eucaristia com a presença de muitas pessoas.

A Misericórdia decide construir um edifício para Creche

Em 4 de Setembro de 1986 a Mesa deliberou construir um edifício para creche, cujas obras o Estado veio a comparticipar em 65%. A primeira pedra veio a ser colocada pelo referido então Ministro da Presidência Dr. Fernando Nogueira. Efectuado concurso, a obra foi adjudicada a firma local “Francisco Pires & Adérito Oliveira, Lda.”

O Lar de N.a Sr.a da Veiga e inaugurado

O “Lar de N.a Sr.a da Veiga” veio a ser inaugurado em 25 de Junho de 1988 pelo então Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Dr. Fernando Nogueira. Nesse dia foi langada, pelo referido governante, a primeira pedra para a construção da Creche de Santo António.

São aprovados novos Estatutos da SCM (1981)

A Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Foz Coa passou a ter novos Estatutos, de acordo com o Decreto-Lei n° 519-G2/79, de 31 de dezembro. Foram aprovados em Assembleia Geral de 13 de dezembro de 1980 e pelo Prelado da Diocese de Lamego em 26 de agosto de 1981. Em 25 de Novembro de 1989 procedeu-se a uma alteração dos referidos estatutos, que mereceram a aprovação do Prelado da Diocese em 23 de Abril de 1990.

O CDCI nasce numa viagem ao Canada

O Centro de Dia para Crianças Inadaptadas “CDCI” teve o seu inicio institucional na Assembleia Geral da Irmandade em 24 de Margo de 1989, e surgiu na sequencia de uma visita feita ao Canada, uns meses antes, pelo então Presidente da Camara Municipal, Sr. António dos Santos Aguiar Gouveia, ali ocorrendo, em conjunto com o foz-coense Sr. Tony Lucas, a ideia de se levar a efeito em Foz Coa um serviço de apoio a crianças inadaptadas. A base de licitação do respectivo concurso era de 21.700 contos.

O Lar tem lista de espera

Em Margo de 1990 o Lar já registava uma lista de espera de 119 pessoas. Em novembro do mesmo ano a lista de espera atingia o número de 143 e, entretanto, um dos utentes já tinha estado 4 anos a espera de vaga.

O POC e implementado informaticamente na Misericórdia

O sistema de contabilidade Poc_IPSS foi implementado na Instituição.

O projecto do CDCI e apresentado no CRSS da Guarda

O projecto do CDCI foi apresentado pela Mesa e Comissão pro-CDCI, no Centro Regional de Segurança Social da Guarda em julho de 1991, com o fim de ser aprovado e garantir o montante de 10 mil contos pelo PIDDAC de 1992.

A lista de espera para internamentos no Lar

A lista de espera no Lar já atingia o número de 202 em 1991.

CDCI - Adjudicada a 1ªdas 3 fases previstas para a obra

Em 11 de Setembro de 1992 procedia-se a abertura das propostas para execução da 1ª das 3 fases da obra. Veio esta a ser adjudicada em 30 de dezembro de 1992 a Firma “José dos Santos Lopes, Lda.”.

O Primeiro Ministro, Prof. Cavaco Silva, visita a SCM

O Primeiro-Ministro Dr. Cavaco Silva visita a Santa Casa em 27 de fevereiro de 1993, tendo estado no Lar e na Creche e apreciado o andamento das obras no CDCI, estando presente o Sec. Estado da Segurança Social, Dr. Vieira de Castro.

Inauguração da Creche de Santo António e primeira pedra para a construção do CDCI

Em 11 de Abril de 1993, data da inauguração da Creche, pelo então Ministro da Segurança Social, Dr. Silva Peneda, foi lançada a 1ª pedra do CDCI. A Creche, porem, entrou em funcionamento em 3 de fevereiro de 1992.

2.a fase do CDCI e adjudicada

As obras da 2.a fase da constru9ao do CDCI iniciaram-se na primeira quinzena de Março de 1996, tendo a adjudicação sido feita a João Carlos Moreira Ferreira, da Meda. Ainda nesta fase, o sistema de aquecimento e climatização do edifício foram entregues a firma Luís Carlos Margarido, Lda.

O Sr. Bispo de Lamego, D. Américo do Couto Oliveira visita a SCM numa visita pastoral

O Sr. Bispo de Lamego, D. Américo do Couto Oliveira, visitou a Instituição, apreciando o funcionamento dos servi-tos e as obras do CDCI.

O Sr. Dr. Jorge Pereira da Silva e eleito provedor

Nas eleições que tiveram lugar em 22 de novembro de 1997 foi eleita uma lista que apresentava o Sr. Dr. Jorge Joaquim Pereira da Silva para o lugar de Provedor.

CDCI - As instalações estão quase concluídas

Em 11 de Março de 1998 a Mesa verificou, em reunião, que estavam reunidas as condições para os trabalhos finais do CDCI. Em 24 de Junho de 1998 era aprovado o cademo de encargos da cozinha e lavandaria.

O Apoio Domiciliário alarga-se e profissionaliza-se

A Santa Casa da uma nova dinâmica ao Apoio Domiciliário, na sede do Concelho, depois alargando-o ao Pocinho e ao Orgal, adquirindo uma carrinha e contratando duas funcionarias.

Inicio do CAO - Centro de Actividades Ocupacionais para crianças e jovens inadaptados

Quando se dava início a 3.a fase, o Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) já vinha a dispor de parte do edifício. A sua entrada em funcionamento verificou-se em 20 de dezembro de 1999.

O Sr. Bispo de Lamego, D. Jacinto Botelho visita a SCM

O Sr. Bispo de Lamego, D. Jacinto Botelho, visitou a Santa Casa (Lar, Creche e CDCI) em 17 de dezembro de 2001 e mostrou-se muito satisfeito com os cuidados que viu serem dispensados as pessoas carenciadas.

Eleições para os corpos sociais da SCM

No dia 5 de novembro de 2006 procedeu-se a eleições dos corpos sociais, tendo sido eleito, em lista única, o Sr. António dos Santos Aguiar Gouveia, para o cargo de Provedor. A posse dos novos responsáveis foi marcada para 2 de janeiro de 2007.